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domingo, 19 de dezembro de 2010

Diário de aula 7 - Educação Cristã - Mosteiros

Após drásticas modificações no cenário geográfico e político surgem os feudos, sendo totalmente apoiados pela Igreja. A Igreja sobrevive a desintegração do Império Romano. Verifica-se que vários aspectos do modelo romano continuaram a serem seguidos, tais como, a influência das letras, gramática, retórica, organização e logística militar, em grande parte devido ao processo de aglutinação dos povos bárbaros. O período de instabilidade provocado pela decadência e queda do império, bem como a formação dos diversos feudos gerou um processo de regressão cultural, pois a educação passa a ser secundário, privilégio apenas dos nobres.
Surgem os mosteiros que é a principal característica do período monástico onde se destacou a figura de São Bento, fundador da ordem dos Beneditinos e responsável por elaborar as regras monásticas.

No período escolástico, São Tomás de Aquino propõe a conciliação entre a fé e a razão.  Estes dois períodos foram muitos importantes para a consolidação das bases da educação cristã.
Analisando as características destes períodos compreendi que o cristianismo foi a base da educação da sociedade medieval.
Os monges que viviam nos mosteiros viviam em clausura, visando a liberação carnal e a elevação do espírito. Dentro dos mosteiros, as instituições sociais mais importantes, como a família, a sociedade industrial e o Estado,  eram negadas. Surgiu o trabalho artesão de cópia e conservação dos livros clássicos, o estudo da literatura. Foram os monges que iniciaram o ensino condensado do Trivium (Gramática, Dialética e Retórica), e do Quadrivium (Aritmética, Geometria, Música e Astronomia). 



São Tómas de Aquino foi influenciado pelo pensamento de Aristóteles e Platão, e também pelo pensamento agostiniano e pelas Escrituras Sagradas. Aquino objetivou criar uma razão para a fé, atribuindo uma função para a Teologia e outra para a Filosofia. Prega que não é possível conhecer a Deus sem passar pelo mundo prático, real, pois a prova da existência de Deus esta nas coisas do mundo e não no espírito.

Sheila Pfeiffer

sábado, 18 de dezembro de 2010

Diário de aula 6 - Educação Cristã: a formação do homem medieval

Nesta aula estudamos como e por que ocorreu a formulação dos paradigmas da educação e da formação do homem medieval sob o jugo da Igreja Católica. Surpreendente saber que a atuação e as pregações de Jesus de Nazaré foram importantes e corresponderam a uma fase neste período da história.  Através dos dogmas do cristianismo foi possível construir uma nova base de conhecimento filosófico pautado em conceitos abstratos, na teologia, na fé.
Neste período houve um gradual desaparecimento do pensamento filosófico clássico e a formação da escola cristã.  Com a influência da cultura helênica, surgiu o nascimento da literatura, aos métodos de organização escolar.
Dentro deste contexto, e principalmente durante o período de transição entre duas formas de organização social, não poderia deixar de destacar a figura de Santo Agostinho. Apesar de já ter ouvido falar dele historicamente, foi enriquecedor entender o fundamental papel que ele teve durante este período. Surpreendeu-me saber que ele primeiramente era um cidadão comum, que viveu os “pecados da carne”, porém, se converteu e utilizou esta experiência para ensinar.
A contribuição dos pensamentos e obras dele foi primordial na época e continuam enriquecendo nosso saber.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diário de Aula - Aula 4 - O Ideal Político da Paidéia Clássica


Esta aula teve como foco principal as contribuições de Platão e de Aristóteles para a formação homem grego, principalmente como cidadão, ser social integrado na comunidade – polis.

Foi muito interessante descobrir que as indagações de Platão continuam sendo atuais e motivo de reflexão, que o método e o sistema desenvolvido por Aristóteles é de grande valor até hoje. Estes dois pilares da filosofia clássica nos deixaram contribuições, reflexões e revelações que alavancaram o desenvolvimento do pensamento e do método filosófico-científico.

Na linguagem metafórica do Mito da Caverna, Platão tem a coragem de admitir que todos somos ignorantes perante o verdadeiro saber, que precisamos nos aventurar, usar a razão e abandonar pré-conceitos, para desfrutar do conhecimento verdadeiro.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi o trecho “A educação deve visar os melhores bens e objetivos para os governantes e para os homens livres.”

Esta aula foi muito importante para mim, pois foi apresentada também uma revisão dos principais conteúdos de aulas anteriores, o que me ajudou muito na melhor compreensão da matéria.
Sheila Pfeiffer

Diário de aula- Aula 3 - A Paidéia Clássica

Paidéia. A princípio tive dificuldade para entender o significado e o conceito. Durante a aula, e também através de pesquisas na internet fui me familiarizando com o conceito e sua importância na época.
Inicialmente a palavra Paidéia significava simplesmente “criação de meninos” (de Paidos = criança). Mas, este significado inicial está muito longe do sentido que adquiriu com o decorrer do tempo. A Paidéia significa a própria cultura grega, era o ideal que os gregos cultivavam do mundo.
Desde o início, a educação do homem grego priorizava o desenvolvimento do homem como ser social, cidadão, e sua  principal luta era em  função da vida comunitária e a luta pelo espaço histórico. Daí a Paidéia ter como ponto estrutural  as figuras do Poeta, do homem do Estado e do Sábio.
Também nesta aula pude conhecer as contribuições dos sofistas e de Sócrates para a produção do pensamento filosófico-científico e para a educação. Os sofistas foram os primeiros filósofos do período socrático. Opunham-se à filosofia pré-socrática, substituindo o estudo da natureza, que antes era o principal objeto de reflexão, pela importância da arte da reflexão. Os sofistas ensinavam técnicas que ajudavam as pessoas a defenderem seus pensamentos, a debater opiniões contraditórias. Dentre os filósofos sofistas podemos destacar: Protágoras, Górgias, Hípios, Isócrates, Pródico, Crítias, Antifonte e Trasímaco.
Já para Sócrates, o conhecimento jamais poderia ser transmitido através de um conjunto de palavras simplesmente. Era necessário argumentar, questionar, pôr a prova da razão os conceitos. Ele poderia instigar o aluno a pensar, mas não ensiná-lo. O verdadeiro conhecimento vem de dentro, e não de fora.
Estes conceitos abriram minha visão e me fez analisar como foi construído o formato da educação em nossa época, e também a base para as diferentes metodologias aplicadas nas escolas.
Sheila Pfeiffer

Diário de aula-Aula 2 - A educação do guerreiro e do homem político

Neste capítulo pude aprender mais profundamente que o ideal educativo da formação do homem grego se adaptou as suas necessidades de acordo com cada período, se adequando as necessidades de produção e aos problemas nos períodos mítico, cosmológico e antropológico.

No período mítico por não haver ainda bases científicas ou filosóficas para a explicação dos fenômenos naturais e mesmo da própria natureza humana, acreditava-se em algo sobrenatural, no poder dos Deuses, os quais ninguém podia contrariar. O homem era educado para ser um guerreiro, tendo como exemplo os personagens dos poemas de Homero.
No período cosmológico surge uma oposição ao pensamento mítico. Conceitos ou categorias dão corpo ao método científico-filosófico de investigação da natureza: a Physis, a casualidade, a arque, o cosmo, o logos, o caráter crítico. Neste período a educação do homem é vista como uma formação global, incluindo não somente a pratica para a guerra, mas também os valores morais, as virtudes e em algumas escolas já surgem uma legislação, com horários determinados, número de alunos por classes as características dos magistrados. Continua-se a usar os poemas de Homero e Hesíodo, mas estes textos irão ser confrontados com os fundamentos dos pré-socráticos, com base na estrutura do pensamento racional e lógico.

No período antropológico, o foco se volta para o homem. Com o crescimento da polis e a expansão da democracia, surge a necessidade de uma formação para o homem político, dando-lhe condições de persuadir, confrontar, debater e expor seus pensamentos.

No decorrer deste estudo, pude verificar que na educação grega há uma visão orgânica, todas as partes fazendo parte de um todo. Neste sentido, o homem deve receber formação em vários aspectos, do conhecimento das ciências, do saber, das virtudes, do comportamento.

Estes conhecimentos abrem a minha visão e condições de análise para situações na educação atual, como o papel do Estado na educação, o papel dos pais, a formação do educador, conteúdos devidos de acordo com cada nível, a organização da escola.

Espero nos próximos estudos, adquirir mais conhecimento para formar uma opinião sobre estes fatores.
Sheila Pfeiffer

Diário de aula - Aula1 Uma perspectiva histórica da formação humana

Este foi o tema da minha primeira aula. Deparei com as primeiras indagações feitas pelos filósofos: o que é o homem? Quem somos? De onde viemos? Aprendi que a partir destes questionamentos foi se desvelando toda a capacidade do homem de raciocínio, questionamentos e análises. Que a partir destes questionamentos, um leque de possibilidades e oportunidades foram criadas para a humanidade.   Parecia visualmente óbvio para mim, numa primeira análise, a diferença entre o homem e o animal, mas para minha surpresa, há muitos aspectos que me tinham passado despercebidos e que somente com este estudo pude perceber. Somente o animal homem é capaz de construir sua história, e através desta capacidade de produção histórica, material e espiritual que se torna possível o desenvolvimento do pensamento filosófico.  E através destes pensamentos, da evolução das idéias no decorrer das décadas e séculos foi sendo possível mudar, corrigir, aperfeiçoar as concepções a cerca do mundo, da humanidade, dos valores morais e das normas de conduta.  Todos estes fatos ocorreram também em diferentes formatos para a aplicação da educação. A educação era adaptada as necessidades do povo de cada período histórico. O lugar de nascimento deste pensamento filosófico foi a Grécia, que foi a base da civilização ocidental. Na Grécia os habitantes se organizaram em cidades-estados, as pólis, tendo algumas delas, grande destaque, como Atenas e Esparta.
Através dos períodos cronológicos da expansão grega, a saber: -Obscuro (invasão dos povos oriundos da Europa oriental, ausência da escrita); - Arcaico (colonização grega, organização da polis, aparecimento do alfabeto fonético, da arte e da literatura, progresso econômico, desenvolvimento da urbanização); - Clássico (esplendor da civilização grega, aparecimento de grandes idéias filosóficas); - Helenístico (crise da polis grega, invasão macedônica, expansão militar, a civilização grega se espalha pelo mediterrâneo e substitui e se funde a outras culturas); podemos verificar na explicação dos princípios filosóficos, o progresso da humanidade nas ciências.
Sheila Pfeiffer