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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alegoria da Caverna

Alegoria da Caverna

Retrata um diálogo que se dá entre Platão e Glauco, seu convidado.

Eles discutem sobre o seguinte quadro: imaginam o interior de uma caverna onde se encontram alguns prisioneiros amarrados e de costas para a abertura da caverna. Estando com o corpo totalmente imobilizado, a única coisa que podem ver são as sombras projetadas na parede interna da caverna. É como se algumas pessoas manipulassem marionetes atrás dos prisioneiros, porém em frente a uma luz e  possibilitassem aos prisioneiros perceberem apenas as imagens que desfilavam na parede. O que possibilita a projeção destas figuras é a chama de um fogo que se encontra também no interior da caverna, em direção  à sua abertura. Esses prisioneiros sempre estiveram na caverna, ou seja, a visão de mundo que eles têm, é o interior da caverna.
Porém um dia, um prisioneiro consegue se libertar e imediatamente olha para trás, mas o contato com a claridade do fogo ofusca sua visão. Ainda assim ele consegue ver os objetos, as marionetes que antes via apenas através das projeções, ou sombras. Ele se aproxima mais do fogo e mais sua visão é ofuscada. Ao olhar novamente para o interior da caverna, vê com mais nitidez as sombras. Ele se dirige para a entrada da caverna, onde a luz do sol brilha. Incapaz de suportar a visão do dia concentra seu olhar nas sombras das plantas e animais que o rodeiam. Aos poucos, vai se adaptando à luz e consegue olhar para as coisas, conviver com a claridade e fixar seu olhar no próprio sol. Após contemplar tal maravilha, não aceita voltar para o interior da caverna. Entretanto se sente na obrigação de anunciar aos seus companheiros a descoberta de um novo mundo. Estando seu olhar inundado de luz, não consegue mais discernir as sombras e torna-se objeto de escárnio dos companheiros aprisionados.

Através do Mito da Caverna, Platão quer nos mostrar a existência de dois mundos: o interior da caverna representa o mundo dos sentidos, ou o mundo sensível, ao passo que o mundo diurno, ou seja, o exterior da caverna representa o mundo inteligível. O fogo representa o sol visível que ilumina nosso mundo sensível, enquanto o sol, o Bem, ilumina o mundo inteligível.



Segundo Platão, a realidade é apresentada por dois níveis: um inferior, de sombras e reflexos e o nível superior, de realidades verdadeiras.


A Alegoria da Caverna é uma analogia que Platão faz em sua obra A República, para descrever o projeto de governo de uma cidade, que julga ideal.  Para ele os filósofos são as pessoas mais aptas para governar as cidades. Eles passam por diversas etapas no processo de formação educacional e sua progressão em direção ao Bem, após alcançá-lo, possibilita-os a orientar com sabedoria a conduta dos homens. Sendo eles conhecedores do Bem, estarão sempre aptos a voltar à caverna – nível dos homens comuns – e falar das maravilhas do mundo inteligível, instaurando aí o modelo de cidade perfeita.

Sheila Pfeiffer



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Paideia Clássica-Contribuições de Platão

Quais as contribuições de Platão acerca da produção do conhecimento e da formação do homem grego?

Diário de Aula - Aula 4 - O Ideal Político da Paidéia Clássica


Esta aula teve como foco principal as contribuições de Platão e de Aristóteles para a formação homem grego, principalmente como cidadão, ser social integrado na comunidade – polis.

Foi muito interessante descobrir que as indagações de Platão continuam sendo atuais e motivo de reflexão, que o método e o sistema desenvolvido por Aristóteles é de grande valor até hoje. Estes dois pilares da filosofia clássica nos deixaram contribuições, reflexões e revelações que alavancaram o desenvolvimento do pensamento e do método filosófico-científico.

Na linguagem metafórica do Mito da Caverna, Platão tem a coragem de admitir que todos somos ignorantes perante o verdadeiro saber, que precisamos nos aventurar, usar a razão e abandonar pré-conceitos, para desfrutar do conhecimento verdadeiro.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi o trecho “A educação deve visar os melhores bens e objetivos para os governantes e para os homens livres.”

Esta aula foi muito importante para mim, pois foi apresentada também uma revisão dos principais conteúdos de aulas anteriores, o que me ajudou muito na melhor compreensão da matéria.
Sheila Pfeiffer